O garrano e os ecossistemas de montanha  Na Península Ibérica existem três raças de cavalos autóctones. O cavalo garrano é uma delas. Esta raça esteve quase em extinção na década de 1970. Os garranos são cavalos de pequena estatura, robustos, com uma crina farta. É possível que a sua origem remonte à descendência de um elemento da fauna glacial do paleolítico na sua fase final.  Superada a questão remota das origens, o essencial seria centrar a nossa atenção sobre a real situação dos recursos naturais. Por outro lado, a questão foi a de averiguar qual o impacto das populações humanas na sustentação dos ecossistemas de montanha. Mas não sem antes se repensar a forma de intervenção do homem na natureza, entendendo que o cavalo garrano, uma raça milenar em perigo de extinção, é curiosamente um elemento mobilizador para esse empreendimento.  Por seu turno, nos ecossistemas, a natureza gera determinadas contradições e as respectivas formas de as superar, sendo que curiosamente a selecção é sempre natural.  Há vários séculos esta raça de cavalos tinha sido domada e portanto adaptada à vida rural do Noroeste português. Posteriormente colocou‑se a questão da mecanização da agricultura e, como era previsível, o desprendimento dos criadores por esses animais e consequente regresso dos mesmos para as regiões de montanha em regime livre, portanto semi‑selvagem.  Este ecossistema desenha‑se em torno da natureza, dos cavalos, das pessoas e do território, reafirmando a organização de uma microcultura local.  Demonstra‑se desta forma a validade da produção documental, com uma dimensão estética, na promoção de um desenvolvimento sustentável e contributivo para uma estratégia de memória cultural futura.  Adriano Rangel [2005]
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 O garrano e os ecossistemas de montanha  Na Península Ibérica existem três raças de cavalos autóctones. O cavalo garrano é uma delas. Esta raça esteve quase em extinção na década de 1970. Os garranos são cavalos de pequena estatura, robustos, com uma crina farta. É possível que a sua origem remonte à descendência de um elemento da fauna glacial do paleolítico na sua fase final.  Superada a questão remota das origens, o essencial seria centrar a nossa atenção sobre a real situação dos recursos naturais. Por outro lado, a questão foi a de averiguar qual o impacto das populações humanas na sustentação dos ecossistemas de montanha. Mas não sem antes se repensar a forma de intervenção do homem na natureza, entendendo que o cavalo garrano, uma raça milenar em perigo de extinção, é curiosamente um elemento mobilizador para esse empreendimento.  Por seu turno, nos ecossistemas, a natureza gera determinadas contradições e as respectivas formas de as superar, sendo que curiosamente a selecção é sempre natural.  Há vários séculos esta raça de cavalos tinha sido domada e portanto adaptada à vida rural do Noroeste português. Posteriormente colocou‑se a questão da mecanização da agricultura e, como era previsível, o desprendimento dos criadores por esses animais e consequente regresso dos mesmos para as regiões de montanha em regime livre, portanto semi‑selvagem.  Este ecossistema desenha‑se em torno da natureza, dos cavalos, das pessoas e do território, reafirmando a organização de uma microcultura local.  Demonstra‑se desta forma a validade da produção documental, com uma dimensão estética, na promoção de um desenvolvimento sustentável e contributivo para uma estratégia de memória cultural futura.  Adriano Rangel [2005]
O garrano e os ecossistemas de montanhaNa Península Ibérica existem três raças de cavalos autóctones. O cavalo garrano é uma delas. Esta raça esteve quase em extinção na década de 1970. Os garranos são cavalos de pequena estatura, robustos, com uma crina farta. É possível que a sua origem remonte à descendência de um elemento da fauna glacial do paleolítico na sua fase final.Superada a questão remota das origens, o essencial seria centrar a nossa atenção sobre a real situação dos recursos naturais. Por outro lado, a questão foi a de averiguar qual o impacto das populações humanas na sustentação dos ecossistemas de montanha. Mas não sem antes se repensar a forma de intervenção do homem na natureza, entendendo que o cavalo garrano, uma raça milenar em perigo de extinção, é curiosamente um elemento mobilizador para esse empreendimento.Por seu turno, nos ecossistemas, a natureza gera determinadas contradições e as respectivas formas de as superar, sendo que curiosamente a selecção é sempre natural.Há vários séculos esta raça de cavalos tinha sido domada e portanto adaptada à vida rural do Noroeste português. Posteriormente colocou‑se a questão da mecanização da agricultura e, como era previsível, o desprendimento dos criadores por esses animais e consequente regresso dos mesmos para as regiões de montanha em regime livre, portanto semi‑selvagem.Este ecossistema desenha‑se em torno da natureza, dos cavalos, das pessoas e do território, reafirmando a organização de uma microcultura local.Demonstra‑se desta forma a validade da produção documental, com uma dimensão estética, na promoção de um desenvolvimento sustentável e contributivo para uma estratégia de memória cultural futura.Adriano Rangel [2005]
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